A Aston Martin viveu um desfecho dramático nos testes de pré-temporada da F1 2026, no Bahrein. Nesta sexta-feira, último dia de ensaios em Sakhir, a equipe britânica conseguiu completar apenas seis voltas antes de recolher o carro definitivamente, confirmando um saldo alarmante para o encerramento das atividades de pista.
O dia começou com Lance Stroll retido na garagem durante a primeira hora da manhã. Pouco depois, a Honda emitiu um comunicado oficial esclarecendo a situação: a falha que interrompeu o treino de Fernando Alonso na quinta-feira estava ligada à bateria da unidade de potência. Somado a isso, a fabricante japonesa admitiu uma escassez de peças de reposição, o que inviabilizou a continuidade de um programa de voltas longas.
O embaixador da equipe e ex-piloto, Pedro de la Rosa, tentou explicar o cenário crítico em entrevista à DAZN F1. Segundo ele, a equipe precisou ser pragmática diante das limitações técnicas e logísticas enfrentadas no deserto barenita.
“É preciso fazer o que é realista, e fizemos tudo o que podíamos extrair de hoje”, resumiu De la Rosa.
Durante a manhã, Stroll só conseguiu ir à pista nos 20 minutos finais antes do intervalo, realizando apenas duas voltas de instalação. No período da tarde, o canadense até tentou uma sequência cronometrada logo após a abertura dos boxes, mas abortou a tentativa após uma leve saída de pista. A partir daí, o carro #18 não retornou mais à ação.
Em vídeos publicados nas redes sociais, De la Rosa detalhou que a falta de componentes obrigou o time a realizar apenas séries curtíssimas, com intervalos de meia hora entre cada saída para preservação do equipamento. Enquanto isso, a sede da Honda em Sakura trabalha em simulações constantes nos bancos de prova para entender as falhas.
“Com a falta de sessões e quilometragem, obviamente não estamos onde queríamos estar, mas conseguimos coletar muitos dados que nos permitirão encontrar soluções nos próximos dias”, admitiu o embaixador.
A Aston Martin termina a fase de preparação como a equipe que menos acumulou quilometragem em 2026. Em Barcelona, superou apenas a Williams (que não participou); nas duas semanas de testes no Bahrein, foi a lanterna em número de voltas completadas.
Apesar do cenário preocupante, a mensagem oficial ainda é de resiliência. De la Rosa destacou que o potencial do carro ainda não foi explorado e que a equipe terá que “aprender na prática” durante o fim de semana de corrida em Melbourne.
“O potencial está aí, mas precisamos de mais voltas. Vamos para a Austrália contra outros que fizeram o dever de casa e nós vamos lá para aprender. Não percam a fé, vamos melhorar e ser consistentes”, finalizou.
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