Com a abertura da temporada 2026 se aproximando, a Indy enfrenta um dilema central: a participação da Prema. Enquanto a equipe italiana luta contra o relógio para viabilizar os recursos financeiros necessários, Doug Boles, presidente da categoria, confirmou o desejo de manter um grid com 27 carros. No entanto, apesar do cenário de dúvida, ele garantiu que ainda não iniciou conversas com substitutos.
A Prema estreou com grande expectativa em 2025, alcançando o ápice com a pole-position de Robert Shwartzman nas 500 Milhas de Indianápolis. Contudo, uma gestão financeira problemática gerou um rombo milionário, resultando em cortes severos e na saída da família Rosin do comando do grupo.
Recentemente, a situação se agravou com declarações de Callum Ilott, que afirmou que o time está longe de estar pronto para a abertura do campeonato. A equipe deve se ausentar dos testes de pré-temporada em Sebring, agendados para os dias 9 e 10 de fevereiro. Além disso, a saída de Ryan Briscoe, que deixou o cargo de diretor esportivo para se tornar coach na RLL, aumentou os rumores de um colapso iminente.
Doug Boles, que também preside o Indianapolis Motor Speedway, explicou que a categoria ainda não buscou alternativas para preencher as vagas extras além dos 25 carros protegidos pelo sistema de charters.
“É um tema que debatemos internamente. No ano passado, a Prema completou o grid de 27 carros. Nossa meta era repetir esse número nesta temporada, contando com eles. Não abrimos conversas com ninguém sobre carros adicionais para o ano todo”, revelou Boles em entrevista à revista Racer.
O dirigente ressaltou que a prioridade da Indy é ter carros que disputem o calendário integral, evitando a complexidade de gerenciar entradas esporádicas. “Se ficarmos com 25 carros, provavelmente será esse o número para toda a temporada, mas a decisão final ainda não foi tomada”, completou.
Boles mantém contato frequente com Piers Phillips, CEO da operação da Prema nos EUA, que segue na busca por novos investidores. Fornecedores como Chevrolet e Firestone têm demonstrado paciência, reconhecendo o alto investimento inicial feito pela equipe italiana ao entrar na categoria.
“Tudo depende de como a Prema vai se organizar. Levamos em conta o compromisso deles de disputar o restante do campeonato e o valor do investimento que realizaram no ano passado. Estamos acompanhando como eles pretendem se apresentar em 2026”, concluiu o presidente da Indy.
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