Desde o grave acidente de esqui sofrido em dezembro de 2013, poucas informações oficiais sobre o estado de saúde de Michael Schumacher vêm a público. Em uma rara atualização, Riccardo Patrese, ex-companheiro do alemão na Benetton em 1993, revelou que o heptacampeão mundial da Fórmula 1 sequer tem consciência de seus títulos na categoria, embora apresente sinais físicos de evolução.
Segundo Patrese, Schumacher já é capaz de se sentar, observar o ambiente e manter contato visual com pessoas próximas. As informações teriam chegado ao italiano por meio de amigos há cerca de seis anos, já que ele não tem autorização para visitar o ex-piloto desde o acidente.
“Recebi a notícia, por meio de um amigo, de que ele estava melhorando. Mas eu nunca o encontrei desde o acidente”, declarou Patrese ao site Hochgepokert, em entrevista que repercutiu em veículos internacionais como Daily Mail e The Mirror, nesta sexta-feira (30).
“Nunca fui até lá, mas disseram que ele consegue ficar sentado, observar e fazer contato com os olhos.”
No início da mesma semana, o Daily Mail informou que Schumacher não estaria mais restrito à cama. Fontes próximas à família indicaram que o heptacampeão utiliza uma cadeira de rodas e, com auxílio de familiares, fisioterapeutas e enfermeiros, alterna períodos entre suas residências na Espanha e na Suíça.
Patrese confirmou o cenário descrito pelo jornal britânico, mas ressaltou que essa condição não representa exatamente uma novidade. De acordo com ele, apesar das melhorias físicas iniciais, a situação geral de Schumacher permanece praticamente inalterada nos últimos anos, especialmente no aspecto cognitivo.
“Depois das primeiras melhoras, meu conhecimento sobre a saúde dele é de que ele está na situação que descreveram nesta semana. Ele está em seu próprio mundo, mas reconhece as pessoas ao redor dele, rostos familiares. Tenho certeza de que ele não sabe que é um heptacampeão mundial”, afirmou.
O ex-piloto italiano também demonstrou esperança, ainda que cautelosa, quanto à evolução do antigo companheiro de equipe.
“Ele segue conosco e só podemos esperar que melhore. Estamos realmente esperançosos, a cada dia ele faz um pouquinho mais. Fico muito feliz em saber que o Michael está melhorando, mas, pelo que sei dessa situação, nada mudou nos últimos anos.”
Patrese revelou ainda que tentou visitar Schumacher pouco tempo após o acidente, mas teve o pedido recusado por Corinna Schumacher, esposa do ícone alemão, que optou por manter o círculo de convivência extremamente restrito.
“Nós éramos muito bons amigos. Aí chegou o Natal. Eu soube do acidente. Ninguém sabia o quão grave era. Então mandei uma mensagem para o telefone dele: ‘Está tudo bem, Michael?’. Infelizmente, não houve resposta. Naquele momento eu soube que o problema era grande e, a partir dali, tudo mudou. Esse foi o último contato que tive com ele”, relatou.
“Me ofereci para ajudar, para ver se faria diferença se eu fosse visitá-lo. Mas eles preferiram ficar sozinhos.”
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