A temporada 2025/26 da Fórmula E ainda está em andamento, mas os olhos da categoria já estão voltados para a chegada da era Gen4, prevista para 2026/27. Segundo o cofundador e diretor Alberto Longo, os novos carros — maiores, mais potentes e consideravelmente mais rápidos — vão exigir adaptações em diversos circuitos urbanos e podem até provocar a substituição de algumas etapas tradicionais do calendário.
Em entrevista, Longo explicou que o projeto da Gen4 vem sendo desenvolvido desde 2019 e que, em parceria com a FIA, a Fórmula E já iniciou uma análise técnica detalhada do impacto dos novos carros em cada traçado.
Questionado sobre que tipo de ajustes podem ser necessários, Longo destacou que as simulações virtuais são a base de todo o processo de tomada de decisão: “A Gen4, que será lançada em dezembro de 2026, é um carro que foi pré-projetado em 2019. Então, obviamente, tivemos várias reuniões ao longo dos anos para continuar aprimorando o carro. Tivemos bastante tempo de preparação para chegar onde estamos hoje, e isso nos dá muito tempo também para analisar quais são as pistas perfeitas para aquele carro em particular.”
O dirigente reforçou que a FIA desempenha um papel central nessa avaliação: “A FIA é responsável pela parte esportiva e regulamentar do campeonato e tem uma equipe totalmente dedicada apenas à simulação. Então, sempre que temos um carro novo, obviamente esse carro novo é simulado em todas as pistas em que corremos.”
Esses estudos são usados para verificar se o traçado continua seguro com o novo nível de desempenho, se há necessidade de mudanças de layout, áreas de escape ou largura de pista ou se, em último caso, será preciso substituir a etapa por outro circuito mais adequado.
A Fórmula E é marcada pelos circuitos de rua em regiões centrais de grandes cidades, o que traz apelo visual e comercial, mas também limitações físicas de espaço. Com a Gen4 prometendo um salto significativo em performance, a categoria trabalha para equilibrar esporte e espetáculo, segurança de pilotos e público, e viabilidade urbana de cada evento.
Longo citou exemplos concretos já avaliados nas simulações: “No momento, já fizemos a simulação para o Brasil e não há nenhum problema com o circuito de São Paulo.”
Por outro lado, nem todos os traçados estão tão confortáveis quanto o brasileiro: “Por exemplo, em Londres, temos algumas limitações, pois talvez precisemos ampliar um pouco a pista ou até mesmo substituí-la, simplesmente porque os carros são muito rápidos. Então, sim, definitivamente é algo que analisamos detalhadamente ano após ano.”
Na prática, isso significa que o calendário da Fórmula E na era Gen4 pode sofrer ajustes relevantes, com alguns circuitos passando por reformas e outros possivelmente saindo de cena para dar lugar a novas sedes mais compatíveis com o novo pacote técnico.
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