Com o encerramento da temporada 2025 da F1, o futuro de Yuki Tsunoda segue indefinido. Rebaixado à função de piloto reserva da Red Bull, o japonês ainda não confirmou se disputará outra categoria paralelamente. Nos bastidores, porém, a Fórmula E surge como um caminho possível e desejado pela própria organização do campeonato.
O interesse foi confirmado por Alberto Longo, cofundador da Fórmula E, que não escondeu a vontade de ver Tsunoda competindo no grid da categoria elétrica. Segundo o dirigente, o japonês reuniria atributos esportivos e comerciais importantes, especialmente em um momento de renovação técnica da categoria.
Após não conseguir acompanhar o desempenho de Max Verstappen e enfrentar dificuldades com o RB21, Tsunoda acabou perdendo a vaga de titular na Red Bull, sendo substituído por Isack Hadjar. Mesmo assim, continuará presente no paddock como piloto reserva, ainda que isso não garanta automaticamente uma nova oportunidade na F1 — cenário semelhante ao vivido por nomes como Felipe Drugovich e Mick Schumacher.
Longo avalia que, com a chegada dos novos carros prevista para a próxima temporada, a Fórmula E pode se tornar um ambiente ideal para Tsunoda, tanto do ponto de vista esportivo quanto estratégico.
“Como promotor do campeonato, claro que gostaria de contar com Tsunoda. O Japão é um mercado extremamente relevante para nós, e sempre valorizamos a presença de ídolos locais. Ele teria total afinidade com a categoria”, afirmou Longo em entrevista ao portal espanhol SoyMotor.
Apesar do interesse, o dirigente fez questão de frisar que qualquer negociação depende exclusivamente das equipes, e não da organização da Fórmula E.
“A decisão final não passa por mim nem pela Fórmula E. A escolha dos pilotos é feita pelos chefes de equipe e proprietários. Mas, se ele optar por seguir outro caminho fora da F1, acredito que seria um projeto muito atrativo para qualquer time da Fórmula E”, explicou.
Longo também destacou que o comprometimento total do piloto seria essencial para uma eventual transição ao campeonato elétrico, que exige adaptação técnica e mental ao estilo de corrida.
O nome de Tsunoda também recebeu elogios de Nyck de Vries, ex-companheiro do japonês na AlphaTauri e atual piloto da Fórmula E. Para o holandês, o talento do japonês nunca esteve em dúvida.
“Ele fez um ótimo trabalho na Fórmula 1. Teve um ano difícil, mas qualquer piloto teria problemas naquela situação. Yuki mostrou velocidade e habilidade, então não vejo motivo para ele não se dar bem aqui. É um piloto muito competente”, comentou De Vries.
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