A F1 deu início ao adeus definitivo à temporada 2025 nesta terça-feira (9), em Abu Dhabi, com os testes coletivos da Pirelli que também reuniram novatos nas dez equipes do grid. As primeiras quatro horas foram comandadas pelo estreante Luke Browning, que dividiu os boxes da Williams com Carlos Sainz na primeira parte. Integrante da academia da escuderia britânica, o novato garantiu o topo da tabela de tempos com 1min23s920.
Vale destacar, contudo, que a volta foi feita com o carro de 2025, enquanto Lando Norris foi o primeiro da fila com o carro-mula calçado com os pneus de 2026. No geral, o campeão mundial ficou em quinto.
Embora voltados especialmente para o programa de testes dos pneus Pirelli que serão usados na temporada 2026, as atividades de pista em Yas Marina significaram o primeiro passo efetivo focado também nos carros que a F1 terá sob o próximo regulamento técnico. As equipes levaram carros-mula com configurações aerodinâmicas o mais próximas possível do que se verá em 2026, embora não fosse possível uma simulação tão precisa, já que os bólidos também terão aerodinâmica ativa. Não há, todavia, nenhuma peça especificamente feita para o ano que vem em ação.
Quando a pista recebeu o sinal verde, Luke Browning, com a Williams, estabeleceu a primeira marca a ser batida, em 1min26s551. Sainz também cuidou do trabalho com o time de Grove pela manhã em Yas Marina, ao passo que, à tarde, seria a vez de Albon. Leclerc, Bortoleto, Bearman e Norris também cuidaram dos testes iniciais.
Com 30 minutos completados, Browning ainda mantinha o melhor tempo, porém baixou o giro para 1min24s407. Depois, perto da primeira hora, virou 1min24s175 — tempo mais rápido que o de Norris no TL1 de Abu Dhabi, porém em condições de pista bem diferentes. Dos que testavam os compostos Pirelli para 2026, Leclerc era o melhor colocado na tabela de tempos, na quarta posição.
Até então, a movimentação de pista era contida, sem incidentes com bandeiras vermelhas. Browning, então, virou 1min23s920, enquanto Lawson melhorava a marca para 1min26s505 e subia para oitavo, também a bordo do carro-mula. Perto da segunda hora, O’Ward foi para terceiro, com 1min25s457.
Duas horas transcorridas, veio a primeira interrupção com bandeira vermelha: Ryo Hirakawa, ao volante da Haas, perdeu o controle e bateu de traseira na curva 1. Os pilotos retornaram aos boxes e só voltaram para valer quase 40 minutos depois.
Chamava atenção, aliás, a frente da Mercedes, com um sistema especial na asa dianteira para simular o acionamento que os carros com a aerodinâmica ativa terão. Vale destacar que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) autorizou o uso desses sistemas para auxiliar a coleta de dados da Pirelli, porém, segundo informações da versão espanhola do Motorsport, apenas os alemães e a Ferrari optaram por fazê-lo.
Três horas completas, Browning permanecia na liderança, com Crawford, O’Ward e Aron na sequência. Norris era o primeiro da fila com os pneus de 2026, em quinto com 1min26s142. Leclerc, Sainz, Lawson e Beganovic ocupavam do sexto ao nono lugar. Bortoleto, por sua vez, era o décimo colocado, já com 67 voltas completadas. Era, aliás, o piloto com mais giros dados até então na atividade, enquanto Stoffel Vandoorne aparecia na outra ponta da tabela com somente 23 giros completados. Até então, o reserva da Aston Martin vinha à frente somente de Bearman, com o outro Haas.
As posições, na verdade, seguiram inalteradas até o encerramento das primeiras quatro horas, com exceção de Bearman, que retornou no minuto final e jogou Vandoorne para último. Ao todo, Browning completou 77 voltas, enquanto Norris, o primeiro da fila com os pneus de 2026, completou 71 giros. Bortoleto encerrou como quem mais andou pela manhã, com 78 voltas ao todo.
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