Mick Schumacher está de mudança definitiva para o automobilismo norte‑americano. Depois de experiências na Fórmula 1 e no Mundial de Endurance (WEC), o piloto alemão fechou com a Rahal Letterman Lanigan Racing (RLL) para disputar a Indy a partir de março de 2026, encarando o principal campeonato de monopostos dos Estados Unidos.
Filho do heptacampeão mundial Michael Schumacher, Mick admitiu que o desejo de retornar aos monopostos foi determinante na decisão de migrar para a IndyCar. Campeão da F3 Europeia em 2018 e da F2 em 2020, ele correu duas temporadas na F1 pela Haas antes de seguir para o WEC como piloto da Alpine em hipercarros.
Em coletiva virtual nesta terça-feira, Schumacher explicou o raciocínio por trás da escolha: “No fim, era interessante voltar a explorar a rota dos monopostos e me estabelecer aqui. E eu acredito que a Indy era a melhor opção. Só precisava confirmar para mim mesmo e para todos ao meu redor que isso é algo que me vejo fazendo por muito tempo. Acho que o processo de decisão foi bem simples.”
Mick também revelou que está ansioso para acelerar em ovais, deixando claro que pretende disputar o calendário completo da categoria, sem abrir mão das pistas mais tradicionais da IndyCar: “Estou ansioso para testar nos ovais. Isso faz parte dos planos e estamos tentando explorar. Para mim, era importante não fazer nada pela metade e me dedicar 100%. E os ovais fazem parte disso.”
Com o anúncio de sua ida à Indy, voltaram à tona declarações de Michael Schumacher, em 2002, quando o alemão criticou a segurança da categoria norte‑americana e demonstrou preocupação com o formato de corridas em ovais. Aos 26 anos, Mick reconhece que ouviu opiniões de todos os lados, mas vê o risco como algo inerente ao automobilismo em geral: “Conversei com pessoas que tinham opiniões positivas e negativas sobre os ovais. Tive de colocar tudo na balança e tomar a minha própria decisão.”
Ele completa, relativizando a ideia de que os ovais seriam um perigo “à parte” dentro do esporte: “É algo em que pensei, claro, mas por outro lado, o esporte a motor é perigoso no geral. Não vejo por que uma coisa deveria ser considerada muito mais perigosa do que a outra.”
Ao optar pela Indy e abraçar também os desafios dos ovais, Mick Schumacher deixa claro que seu foco é construir uma nova fase da carreira nos monopostos, assumindo os riscos que, segundo ele, fazem parte da essência do esporte a motor em qualquer categoria.
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