Fernando Alonso, em seu “segundo ato” na Fórmula 1, tem dedicado tempo a uma reflexão existencial sobre a sorte. Em meio aos altos e baixos de uma carreira longa, o bicampeão concluiu que mais de uma década sem subir no degrau mais alto do pódio na categoria máxima do automobilismo “não parece certo”.
A última de suas 32 vitórias na F1 permanece o GP da Espanha de 2013. Desde então, as oportunidades de conquistar a tão comentada 33ª vitória foram raras.
Os Anos de Vacas Magras e Escolhas Questionáveis
Os anos seguintes foram marcados por carros incapazes de lutar por triunfos. A mudança para a McLaren e o projeto com a Honda foi “desastrosa”, e mesmo após a troca para motores Renault em 2018, a evolução do chassi foi insuficiente.
Alonso chegou a se afastar da F1 por um período sabático de dois anos, retornando em 2021 com a Alpine. Embora não lutasse pela vitória, foi crucial para o triunfo de Esteban Ocon no GP da Hungria. No entanto, sua confiança na equipe francesa se esvaiu rapidamente devido a uma série de problemas de confiabilidade, culminando em sua surpreendente mudança para a Aston Martin após a aposentadoria de Sebastian Vettel.
O ano de 2023 começou de forma brilhante: o AMR23, projetado por Dan Fallows, era o único carro capaz de desafiar o dominante RB19 de Max Verstappen. Mas os pódios frequentes não se converteram em vitória. A melhor chance, segundo muitos, foi em Mônaco, onde uma estratégia de parada para troca de pneus slicks momentos antes da chuva intensa cair eliminou qualquer resquício de triunfo. Alonso teve que se contentar com o segundo lugar.
O Equilíbrio da Sorte e a Frustração Recente
Alonso se autodenomina “talvez o piloto mais azarado da F1”. Contudo, com uma visão mais pragmática de sua carreira de 418 GPs, ele sugere um equilíbrio:
“Boa sorte, má sorte, acho que 50-50, para ser honesto. O fato é que quando você faz mais de 400 corridas, há muitas corridas com boa sorte e muitas corridas com má sorte, mas acho que tudo foi compensado.”
Ele até lembra a sorte que o ajudou a vencer as 24 Horas de Le Mans em 2019. No entanto, o jejum na F1 ainda o incomoda profundamente:
“Mas, sim, provavelmente há mais de 20 anos, eu acho, ou talvez mais de 10 anos que ganhei meu último GP de F1. Não parece certo para mim.”
Ao longo de 2025, o espanhol frequentemente se sentiu prejudicado pela estratégia da equipe. Em Zandvoort, ele expressou seu descontentamento por ter parado segundos antes do Safety Car, dizendo que sua equipe “se esqueceu de mim na primeira metade da corrida” e, mais tarde, reclamou que o time “sempre me colocava no tráfego”.
Alonso calcula que, só neste ano, perdeu “22 pontos” devido ao azar ou a decisões questionáveis. Sua frustração se resume ao fato de que, quando o carro é rápido, ele perde pontos por problemas; mas quando o carro não é competitivo, os fins de semana são “tranquilos e agradáveis”.
“Acho que já chegamos a 22. É uma pena que não possamos terminar as corridas por mérito quando estamos nos pontos,” lamentou.
Ele entende que a perda de 22 pontos pode parecer irrelevante para quem não luta pelo campeonato, mas insiste em seu significado:
“É preciso muito esforço e determinação para marcar todos os pontos quando o carro só consegue marcar um ou dois pontos por fim de semana. Perder 22 é uma quantidade enorme,” concluiu.
Apesar de tudo, Alonso mantém a esperança e pede o básico:
“Não pedimos boa sorte, mas sorte normal não faz mal.”
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